
João Carvalho: «Nos tempos difíceis que correm, adivinhava-se que não iam demorar a aparecer aqueles que defendem a redução do número de deputados — e apareceram. O tema é velho e cíclico, mas qualquer discussão séria foi sempre sucessivamente adiada. Agora, em período de dramática austeridade, com visível falta de exemplos nas áreas políticas e de cortes decididos nos orçamentos institucionais, perante medidas que começaram hoje a espremer ainda mais uma fatia cada vez maior da população já seriamente afectada por este atoleiro nacional, o tema tinha de regressar. Em vão. Ainda não é desta que o assunto segue em frente.»
Sérgio de Almeida Correia: «Uma campanha destas custa seguramente muitos milhares de euros. Duvido que essa seja a melhor forma da Galp promover o apoio à selecção nacional e melhorar a sua imagem. E como já prevejo o calvário que aí vem até ao final do mundial de futebol, o ideal era que os portugueses se fossem todos plantar à porta dos responsáveis da Galp e os azoassem de manhã à noite com as vuvuzelas. Começa a não haver pachorra para a estupidez de algumas empresas e dos seus responsáveis.»
Teresa Ribeiro: «A má qualidade das leis em Portugal custa 7,5 mil milhões de euros ao país, valor que se aproxima da metade do défice do subsector do Estado – notícia divulgada em Janeiro por uma técnica da Presidência do Conselho de Ministros.»
Eu: «Só escutei alguns minutos [na Antena 1]. Mas foi o bastante para ter ouvido proclamações carregadas de ódio racial, reles exclamações xenófobas, frases negacionistas pretendendo “desculpabilizar” o nazismo e até instigações abertas ao genocídio. Tudo a pretexto das lamentáveis mortes ocorridas a bordo do navio turco ao largo de Gaza, imputáveis ao Governo e às forças armadas de Israel. Há quem possa chamar a isto serviço público. Eu não.»
