
João Carvalho: «Acho insuportável continuar diariamente a ouvir o primeiro-ministro, o ministro das Finanças, o ministro das Obras Públicas, o secretário de Estado das Obras Públicas, o secretário de Estado dos Transportes e sei lá quem mais, todos a falar dos mesmos assuntos como se vivessem em planetas diferentes, perdidos em declarações e despachos, em pontes que aparecem, desaparecem e voltam a aparecer, em impostos que são a partir de 1 de Julho, ou de 1 de Junho, ou de Janeiro passado, ou de Janeiro futuro, e também em transportes públicos que sobem de preço por ser preciso rever a política de apoios aos transportes, que depois descem de preço ou ficam na mesma porque rever a política de apoios não tem quaisquer consequências e que finalmente vão subir de preços porque tem de ser. In-su-por-tá-vel.»
Sérgio de Almeida Correia: «Carlos Queirós pode pensar que há muitos portugueses contra ele. Mas não há. As pessoas limitam-se a seguir os treinos, os seus comentários e as exibições. Nota-se o empenho dos jogadores, mas há ali qualquer coisa que não se percebe. Ou o treinador não consegue fazer passar as suas ideias ou os jogadores não as compreendem.»
Eu: «Uma vez mais, a realidade imita a ficção: Portugal é um país de Oliveiras Figueiras. Oliveira Figueira é precisamente o nome de um dos 12 – doze! – motoristas do primeiro-ministro, um homem que aprecia o jogging matinal mas não dispensa viatura sequer para as deslocações entre o Largo do Rato, onde por vezes há reuniões nocturnas do PS, e o seu apartamento na estratégica Rua Braancamp, situado a cerca de 500 metros. Pormenor interessantíssimo: este Oliveira Figueira é requisitado a uma empresa que dá pelo magnífico nome de ‘Deloitte & Touche’. Também digno de banda desenhada. “Com mil milhões de macacos”, como diria o velho capitão Haddock.»
