
Ana Vidal: «Leio no i que os portugueses devem mais de 200 milhões de euros de condomínio. A dívida refere-se a pouco mais de seis meses. Basta fazer um cálculo rápido para concluir que… caramba, o preço do condomínio na Europa está pela hora da morte! E com vizinhos que nos humilham constantemente, o melhor que temos a fazer é mudarmos o país para o norte de África.»
Luís M. Jorge: «Fausto: És mesmo o diabo? Tens a certeza?
Mefisto: Não vês o fatinho Gucci, o ar determinado?
Faço jogging de manhã e tenho casa no Chiado.
Fausto: Estou farto de alfarrábios,
a ciência é uma chachada —
quero casar com o meu amigo,
e boda na Mealhada.
Mefisto: Entrega-me a tua alma,
vem comigo pró Inferno —
onde a vizinhança é calma
e o socialismo é moderno.
(…)
Fausto: Então vá, que estou com pressa — hoje há sarau no Trumps.
Mefisto: Com os leitores serei clemente
porque esta tragédia vai longa:
assina sem mais delonga —
passemos ao finalmente.
Fausto: Isso, isso, vamos ao Finalmente!»
Paulo Gorjão: «O secretário-geral do PS, José Sócrates, termina amanhã a ronda de consultas no âmbito da escolha do candidato a apoiar nas próxima eleições presidenciais. Imagino que o PS queira apoiar um candidato presidencial com quem partilhe um conjunto de valores, ou que no mínimo não lhe cause muitos problemas. O PS podia apoiar Aníbal Cavaco Silva. O seu currículo presidencial fala por si. Apesar de alguns arrufos ocasionais, por regra Cavaco Silva foi o suporte que qualquer governo do PS poderia desejar.»
Sérgio de Almeida Correia: «O fim-de-semana de sonho para as cores nacionais começou no sábado, em Madrid, com o êxito de José Mourinho. Prosseguiu ontem, na fantástica pista de Portimão, com a vitória de Filipe Albuquerque – na foto de cima podem ver o cockpit do Audi RS8 preparado pela Audi Itália para o Filipe – na primeira corrida do Campeonato Italiano de Superstars, e com a subida ao pódio de outro jovem e promissor piloto nacional, Francisco Cruz Martins, na corrida do Campeonato Italiano de GT Sprint.»
Teresa Ribeiro: «Mesmo os mais críticos reconheceram a José Sócrates, quando era um primeiro-ministro acabadinho de estrear, um impulso reformista. Mas anunciar reformas é sempre o mais simplex quando aos interesses instalados se soma o tráfico de influências, a corrupção e um sistema que parece feito à medida para que mesmo que alguma coisa mude acabe por ficar tudo na mesma.»
