
Ana Margarida Craveiro: «A legitimidade popular pode ser usada para evitar a responsabilidade pelos erros políticos cometidos.»
Ana Vidal: «Interrompo os clássicos para dar-vos conta de um episódio (recorrente em mim, como já aqui expliquei) que voltou a acontecer-me recentemente. Desta vez, num concerto do grupo Deolinda. Gostei de vê-los/ouvi-los ao vivo e percebi que o seu grande trunfo é a comunicação directa com o público. Não sendo o tipo de música que oiço em casa, reconheço que Ana Bacalhau tem uma fortíssima presença em palco e pôs toda a gente a cantar e a dançar.»
José Gomes André: «O Governo recusa-se a cancelar os projectos faraónicos do TGV e do novo aeroporto. No momento actual, esta atitude deve-se a pura teimosia: não só seria demasiado custoso ao PS dar a mão à palmatória, como quase humilhante explicar ao eleitorado o porquê de mais uma traição ao seu programa eleitoral. Nesta contabilidade, o Governo socialista volta a colocar as suas prioridades político-eleitorais à frente dos interesses do país. Que se registe, para memória futura.»
Luís M. Jorge: «A blogosfera de Sócrates reconhece que o PSD ultrapassou o PS nas sondagens, mas sublinha que os portugueses não querem eleições antecipadas. Pois não. Não querem os portugueses, nem quer Pedro Passos Coelho. O primeiro-ministro é para cozer em lume brando, até atingir uma consistência levemente cremosa, que cubra o fundo da colher. Chama-se uma redução.»
