DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Mulheres com mérito: Meira Kumar, de 64 anos, e nascida na casta Dalit (os intocáveis), foi hoje eleita porta-voz do parlamento indiano.»

 

Cristina Ferreira de Almeida: «A campanha do Partido Nacionalista Renovador é… como dizer?… já sei: assustadora! Na era digital, o PNR ainda está na fase do VHS. Não sei se o pior são as imagens, se a montagem, se a conversa esquisita de tirar os subsídios às famílias estrangeiras para dar às famílias portuguesas. Medo!»

 

Jorge Assunção: «Compreendo perfeitamente a revolta dos clientes do BPP, mais ainda quando são discriminados face aos clientes do BPN, mas o essencial aqui é que se perceba que o contribuinte português não pode ir a todas e os clientes devem responsabilizar aqueles que são os verdadeiros culpados pela situação em que se encontram: os gestores privados da instituição em causa.»

 

José Gomes André: «Os jornais e os noticiários televisivos veiculam informação política de forma sistemática. Fala-se das eleições na blogosfera e nos cafés. Só indivíduos completamente absortos na sua vida quotidiana – que na sua esmagadora maioria são abstencionistas crónicos – ainda poderão ter dúvidas em relação ao seu sentido de voto. Neste contexto, o “dia de reflexão” não serve qualquer propósito.»

 

Eu: «O PCP não esconde a sua profunda aversão ao projecto europeu em que Portugal se integra. E chega ao ponto de considerar que “a adesão de Portugal à CEE/UE foi e é uma peça fundamental no processo contra-revolucionário português”. Apetece perguntar se os dois deputados que o partido mantém no Parlamento Europeu também se inserem neste “processo contra-revolucionário”.»

0 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. Só indivíduos completamente absortos na sua vida quotidiana – que na sua esmagadora maioria são abstencionistas crónicos – ainda poderão ter dúvidas em relação ao seu sentido de voto. Neste contexto, o “dia de reflexão” não serve qualquer propósito.

    Errado.

    Eu, que leio alguma blogosfera, assisto aos tempos de antena, e ouço os noticiários, reflito sobre o sentido do meu voto até muito tarde. Por vezes, no próprio dia das eleições ainda hesito.

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