DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Vaclav Klaus comportou-se pessimamente, naquela cerimónia com Cavaco Silva. Imaginem que tenho uma amiga endividada até ao pescoço. Sei perfeitamente que ela estoirou o cartão de crédito, e é uma perfeita irresponsável. Eu sei disso, mas, felizmente, a vida em sociedade não é regida pela sinceridade impulsiva. Se a convido para minha casa, trato-a bem. Em minha casa, tenho o dever da hospitalidade. Caso contrário, não valia a pena convidar. Simples, certo?»

 

Ana Vidal: «Gravado no já mítico Abbey Road Studio, “Laughing Cavalier”, o álbum de estreia desta banda, lançou-a directamente para os hits de 21 países. Graças a quê? À canção Daydream, pois claro. O single deu a volta ao mundo e rendeu aos belgas prestígio, fama e muito dinheiro. Apesar da semelhança gritante com o tema melódico central do Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, nunca os Wallace Collection admitiram, sequer, a influência do compositor russo na inspiração que deu origem a este êxito retumbante.»

 

João Campos: «Há por aí uma carrada de ateus em fúria por causa da tolerância de ponto da visita do papa. Isto, reconheça-se, é um progresso assinalável. Estamos em tempos de crise, e pode ser uma boa oportunidade para o Estado e as Empresas pouparem uns trocos com o “subsídio de Natal”, que a malta já está no espírito da coisa e tudo.»

 

Paulo Gorjão: «Ironia das ironias: Pacheco Pereira é deputado numa altura em que lidera o PSD uma direcção com que não se identifica e, mais grave ainda, sob a liderança de alguém que considera ter um problema de carácter. Perante um cenário destes, em coerência, esperava-se que renunciasse ao seu mandato. Curiosamente, tal não aconteceu.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Manso? Então mansos não são os touros? E o presidente da Assembleia da República não disse nada? Eu no lugar do visado ter-lhe-ia enfiado com uma “cornada”. Para economista, professor catedrático, deputado e líder de uma força política, Louçã não merecia outra coisa. Cada dia que passa o discurso parlamentar refina-se.»

 

Eu: «Palma é uma cidade plana, que se percorre bem a pé. Não falta também quem prefira a bicicleta. Há aqui o culto do pedal, incentivado pela existência de vastas áreas próprias para o efeito: é raro o espaço da capital balear não abrangido por ciclovias. O extenso Paseo Marítimo, muito maior do que a marginal do Funchal, é um desfile constante de gente a pedalar e a patinar. Faz-me lembrar Copacabana. Com a diferença de que no Rio há praia mesmo defronte do asfalto e em Palma só existe mar.»

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