
Adolfo Mesquita Nunes: «Nada do que então escrevi, nem mesmo a entrada de Fernando Nobre na corrida, está desactualizado. Mais de três meses volvidos, Alegre continua desesperadamente à espera do apoio de Sócrates e este teima furiosamente em fingir que Alegre não está ainda na corrida.»
Ana Margarida Craveiro: «Sou uma rapariga pacífica. Pego nas aranhas com cuidado, para as pousar do lado de fora da porta. Salto por cima de caracóis e afugento moscas pelo método janela aberta, e não insecticida. Os meus piores terrores, as formigas, são escorraçados sem piedade com recurso a cabeças de cravinho, cujo cheiro parecem não suportar. Mas não sou santa: odeio pombos cinzentos, daqueles escuros que infestam as nossas cidades. Em dias bons, trato-os por ratazanas com asas. Em dias maus, defendo o extermínio da espécie.»
João Campos: «Um dos mais interesantes aspectos da ficção científica enquanto género cinematográfico é a possibilidade que oferece de combinar muito bem com outros géneros – um filme de ficção científica pode ser de acção, de terror, um drama, um thriller, um épico, uma aventura, uma comédia. A lista que estou a desenvolver dá exemplos de todos estes géneros; Back to the Future, filme do ano em que nasci, encaixa nos dois últimos.»
João Carvalho: «A banda mais famosa do mundo terminou com o seu 13.º álbum (e esta série atingiu o 13.º post). Cabe dizer que Liverpool deixou de ser uma cidade velha e triste de marinheiros para se tornar a capital da Beatlemania. John morreu assassinado a 8 de Dezembro de 1980 (v. Liverpool & Beatlemania – 7) e George morreu de cancro de pulmão a 29 de Novembro de 2001. Nem eles, nem Paul, nem Ringo reencontraram Liverpool. A cidade nunca mais os viu (excepto em alguma visita solitária e furtiva), mas lavou a cara, preserva e explora as memórias dos Beatles e voltou a estar no mapa. Continua a atrair gente de todos os continentes.»
José Gomes André: «Define-se a questão das “quotas” como uma condição decisiva da “modernidade”. Releve-se o que subjaz a este discurso tão vazio quanto perigoso: a ideia de que o aumento da participação das mulheres da política não é necessário por ser mais justo, por dinamizar o debate político ou ser benéfico para a sociedade em geral, mas tão-só porque com mais mulheres na política somos mais “modernos”. Eu propunha um outro termo: “modernaços”.»
Leonor Barros: «Quando estamos prestes a acolhê-lo em nossa casa há que nos prepararmos a preceito. Tem um palmarés que dispensa as minhas humildes palavras, um talento reconhecido a quem assenta na perfeição o nosso velho amigo Ruskin “A great thing can only be done by a great person; and they do it without effort” e faz parte das preferências do DELITO. Caríssimos comentadores e comentadoras, delituosos e delituosas, dêem as boas-vindas ao José Bandeira. A partir de agora também no DELITO DE OPINIÃO.»
Eu: «O espaço que vai do centro à direita está bloqueado por um quarto de século de cavaquismo. Nas próximas presidenciais, ao que tudo indica, continuarão a ser Cavaco e o cavaquismo a determinar a estratégia a seguir pela direita e pelo centro-direita. Foi esse mesmo bloco que determinou o “apoio” – motivado por mero tacticismo – do PSD à recandidatura presidencial de Soares em 1991 e que tem abdicado de combates políticos sérios, como o das presidenciais de 2001, em que a reeleição de Sampaio parecia (e assim foi) estar assegurada à partida. A táctica, sempre ela, a sobrepor-se à estratégia.»
