DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Os plágios entre músicas contemporâneas são menos comuns, embora também os haja. Alguns deles são bem conhecidos, acabando em “peixeiradas” mediáticas ou em batalhas judiciais que deixam em maus lençóis os plagiadores. Mas no melhor pano cai a nódoa. São muitos os músicos consagrados que caem na tentação de usar composições de outros, não só porque são boas como porque representam receitas de sucesso garantidas, por já estarem “no ouvido” das pessoas. Alguns citam a fonte, explicando que “se inspiraram” ou “interpretaram à sua maneira” a obra original. Outros (e são muitos) nem isso fazem, talvez na ingénua esperança de que ninguém dê por isso.»

 

João Campos: «É possível que uma parte considerável da crítica a Reloaded e a Revolutions tenha ficado desiludida por a componente visual do filme não ser mais do que uma actualização da estética inovadora do primeiro. É um facto que assim foi; no entanto, tanto Reloaded como Revolutions, apesar de apresentarem um enredo mais “obscuro”, digamos assim, deram ao público motivos mais do que suficientes para figurarem entre os melhores filmes que o género conheceu na década.»

 

João Carvalho: «Depois de um dia inteiro a ouvir perguntar pela senhora e a ouvir dizer que continuava ausente, eis que Manuela Ferreira Leite encontrou hoje o caminho para o pavilhão de Carcavelos. Para os repórteres, é «então o fim do tabu» e a sua presença está «então a marcar este dia do congresso». Enfim, faltavam os disparates, que então também já apareceram. Uma coisa é assinalável: Manuela Ferreira Leite apareceu sem ser perseguida por José Pacheco Pereira. Não há dúvida de que o PSD está a mudar.»

 

Eu: «O PSD deve abandonar rapidamente os ataques pessoais a José Sócrates em que se especializou nos últimos dois anos. Essa é forma mais ineficaz de produzir resultados políticos em Portugal. Sócrates deve ser criticado pelo incumprimento das promessas eleitorais, pelo descontrolo das contas públicas e pela insensibilidade social que vem revelando, como ficou bem patente no Programa de Estabilidade e Crescimento que o Governo apresentou em Bruxelas. O terreno das críticas ao primeiro-ministro deve ser sempre o da política. Sem perder de vista que o adversário dos sociais-democratas não é José Sócrates himself mas o Partido Socialista. Parece uma irrelevância, mas não é. Os líderes passam, mas os partidos perduram.»

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