DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Campos: «Nenhum dos elementos de Minority Report – os cenários e o ambiente futuristas e tecnologicamente avançados, os poderes psíquicos (no caso, a premonição) – é estranho ao género. O argumento, esse, tem alguns pontos questionáveis (e susceptíveis de gerarem um longo debate), algo que é comum a praticamente todos os filmes que lidam com temas que envolvem premonições, ou viagens no tempo (por exemplo), mas não deixa de colocar questões interessantes, e de ser um filme com um argumento, com desempenhos e com cenas suficientes para manter o espectador interessado. Recomendo.»

 

Paulo Gorjão: «Vasco Pulido Valente defende que nas próximas eleições legislativas o PSD e o CDS se devem apresentar perante o eleitorado com listas conjuntas. As listas conjuntas, naturalmente, têm vantagens. Uma delas consiste na eliminação de uma das frentes de combate político, o que permite focar as atenções exclusivamente no PS e no Governo. Porém, a argumentação parte do pressuposto de que o PSD não conseguirá, em circunstância alguma, obter uma maioria absoluta. Julgo que não será fácil, mas parece-me demasiado cedo para abdicar desse objectivo. Veremos como evoluem as sondagens nos próximos meses.»

 

Teresa Ribeiro: «Não tinha grandes expectativas em relação a Hiroshima do ponto de vista arquitectónico, por motivos óbvios. Porém, a visita a esta ilha foi uma surpresa e na cidade ainda existe um castelo bem bonito. Naturalmente trata-se de uma reconstrução, pois localiza-se muito perto da zona de impacto zero, onde tudo foi completamente arrasado. Há coisas que não esquecemos, como uma elevação no terreno onde estão enterradas as cinzas de milhares de corpos que não foi possível identificar e, claro, o museu que lhes é dedicado.»

 

Eu: «O problema, nas discussões políticas portuguesas, é cairmos sempre nestas questões de rótulos fulanizados que se trocam como se fossem cromos para colar em cadernetas. Lamento que Pedro Picoito, por quem tenho apreço, também não resista a esta tentação. Logo ele, que é militante do PSD liderado por Pedro Passos Coelho, e portanto “passista” lato sensu. Tal como o próprio candidato que apoiou no congresso de Mafra, Paulo Rangel, que acaba de transmitir um novo mote a quem então o seguiu: o que interessa agora é a unidade do partido.»

2 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. Heh. Eu ando há imenso tempo para voltar a essa minha lista de filmes de Ficção Científica e actualizá-la com tudo o que aprendi e que vi nos últimos 10 anos, e que foi mesmo muito. Acho que só o top 3 permanece inalterado. Tenho de ver se me dedico a isso.

    1. É engraçado lembrarmos o que escrevíamos há dez anos, João. Nada que possa envergonhar seja quem for cá da casa, muito pelo contrário.

      E também nenhum texto apagado, ao contrário do que certos artolas ziguezagueantes foram fazendo ao longo do caminho em certas chafaricas que chegaram a ter muita fama e foram entretanto riscadas do mapa, como se nunca tivessem existido.
      Eu sei que eles sabem que eu sei muito bem quem eles são.

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