
João Carvalho: «Não há dúvida de que o sortudo presidente da EDP está a ser um mau exemplo: os pilotos da TAP arrecadam mais oito milhões de euros, quatro milhões de aumento salarial e mais quatro milhões em prémios de produtividade. Portugal é um país que produz pouco, mas é evidente que produz prémios de produtividade como nenhum outro. António Mexia diz que o seu chorudo prémio é devido por a EDP ter ultrapassado os objectivos traçados. E os pilotos? Puseram-se a voar por rotas que a TAP não tem e aterraram em destinos onde a TAP não vai?»
Sérgio de Almeida Correia: «Como pôde comprovar Aguiar Branco pelos resultados alcançados, nem sempre o que parece é, e há passeatas, como a que ele fez no Verão passado à Quarteira, que de tão “carismáticas” se podem transformar rapidamente em “asnáticas”. A falta de controlo da verborreia dos acólitos regionalistas poderá não ser um primeiro sinal do carisma que aí vem. Porém, é uma certeza quanto ao local por onde vai começar a ser paga a factura das laranjas.»
Teresa Ribeiro: «É sábado, passo a noite em Quioto, numa das zonas mais animadas da cidade. Cruzo-me com algumas vamps nipónicas. As que sabem arranjar-se ficam lindas, as outras parecem putas da baixa, consequências de uma péssima assimilação da cultura ocidental, I suppose, ou então são apenas reflexos da tendência oriental para a piroseira.»
Eu: «Expliquem-me devagar, a ver se eu entendo. Por que motivo Miguel Paes do Amaral, que foi brindado com múltiplas acusações de censor no final de 2004, quando Marcelo Rebelo de Sousa se viu impedido de fazer os seus comentários políticos na TVI (o que aliás apressou a queda do Governo Santana Lopes), é agora promovido a figura de referência em matéria de liberdade de expressão? O mais curioso – e sintomático – é que alguns que agora o citam respeitosamente nos blogues pró-governamentais são os mesmos que mais o criticaram antes.»
