
Ana Vidal: «Será que Sócrates prefere ser “empurrado” por uma enxurrada de lama que há-de um dia destes soterrá-lo de vez, julgado e linchado em praça pública muito antes de que a justiça o condene ou ilibe? Será que o vício do poder e a arrogância de não dar o braço a torcer valem, para ele, este enxovalho sem precedentes? Qual o limite do preço a pagar pela ambição?»
João Carvalho: «Um dos títulos grandes desta sexta-feira é inesperado: «Constâncio vai mandar na supervisão do Banco Central Europeu». Nem-mais-nem-menos. Podem os europeus dormir descansados a partir de agora, que a crise financeira fica em boas mãos. É que nem tentem desistir dele e mandá-lo de volta. Os portugueses são pessoas de palavra: a gente dispensou-o, está dispensado. Boa sorte, europeus.»
Luís M. Jorge: «O João e o Rogério estão exultantes: apesar dos pequenos transtornos que descoroçoaram o primeiro-ministro, a popularidade do Partido Socialista alcançou os 38,1%. Sem querer perturbar o foguetório, lamento que os meus amigos se regozijem tanto com resultados tão medíocres. Convém lembrar que ainda esta semana Sílvio Berlusconi obteve quase 50% numa pesquisa semelhante. E se ele é exemplo para umas coisas, também devia ser para outras.»
Paulo Gorjão: «Gostei da forma e do modo como José Pedro Aguiar-Branco anunciou a sua intenção de se candidatar à liderança do PSD. Veremos depois quais são as suas propostas.»
