
João Campos: «A minha leitura actual é Drácula, de Bram Stoker, que encontrei em edição paperback na Fnac pela módica quantia de quatro euros e vinte e oito cêntimos, com o bónus de incluir também alguns contos adicionais de Bram Stoker. Perguntou-me uma colega de trabalho se estou a ler Drácula por causa, e cito, “desta moda agora dos vampiros”. Sim, respondi-lhe, mas ao contrário. É que este, ao contrário dos que por aí andam a provocar histerias adolescentes em adolescentes e não só, é mesmo um clássico. Sem dúvida – um clássico e um grande livro, com vampiros que gostam realmente de sangue.»
Paulo Gorjão: «Paulo Rangel é o candidato desejado por Manuela Ferreira Leite. É o candidato a quem, para já, dois vice-presidentes — Paulo Mota Pinto e Sofia Galvão — já manifestaram o seu apoio. É, pura e simplesmente, o candidato do establishment. É o candidato, vale a pena lembrar, comprometido até à medula com os 29,1% obtidos nas eleições legislativas de 2009. Querem maior continuidade?»
Sérgio de Almeida Correia: «Menos de seis meses depois de ter tomado posse no Parlamento Europeu, Paulo Rangel já está pronto para dividir a sua agenda parlamentar europeia com a liderança do maior partido da oposição. Rasgar o contrato com os portugueses e a sua relação de confiança bilateral já não faz qualquer diferença. Em política, sempre vale tudo. Pelo menos para alguns.»
Eu: «“Não mais palavras. Um acto. Não voltarei a escrever.” Com estas três frases, redigidas num bilhete que lhe serviu de testamento, [Cesare] Pavese despediu-se da arte e da vida. O que levará um grande autor ao desespero? Quem de nós conhece devidamente os abismos da existência humana?»

O desespero, a depressão, dos que pensam muito, sobre tudo, é acharem-se sozinhos perante a indiferença de uma maioria que, quer apenas, a felicidade do nada pensar. Pensar muito faz perder o sentido de quase todas coisas.