
João Carvalho: «Estamos assim: nós, portugueses, somos considerados os europeus mais pessimistas. A nossa expectativa em relação ao futuro está praticamente no zero, talvez mesmo abaixo dos búlgaros, húngaros e romenos. Vá lá, que ainda somos considerados europeus, apesar de Portugal estar a tornar-se um território europeu marginérico (misto de marginal e periférico).»
Leonor Barros: «A música de igreja, talvez a marcha nupcial ou algo semelhante ao que habitualmente condiz com a situação, entrava-me miudinha pelo ouvido para piorar tudo. Foi aí, julgo, que terei ouvido Mick Jagger a sussurrar-me ao ouvido, com os lábios que se lhe conhece, como uma brisa entre o pescoço e o cabelo caído em cachos pelos ombros desnudados, um arrepio leve na espinha contrariando a canícula do zénite de Agosto.»
Paulo Gorjão: «”Aquilo que o país precisa neste momento não é de políticos, é de estadistas”, disse Manuela Ferreira Leite. Infeliz, sempre infeliz, até ao último dia. Eis, uma vez mais, a sempre repetida tentativa de emulação de Cavaco Silva, infelizmente sempre para pior, muito pior. Será quase desnecessário salientar que esta dicotomia não tem pés nem cabeça. Pior. O nojo que daqui se subentende em relação à política, como se os estadistas pairassem sobre a política sem nunca nela sujar as mãos, é apenas mais um episódio que contribui para a descredibilizar. Do primeiro até ao último dia, a passagem de Manuela Ferreira Leite pela presidência do PSD é um enorme equívoco. Já faltou mais para acabar, felizmente.»

Portugal estar a tornar-se um território europeu marginérico (misto de marginal e periférico)
Portugal sempre foi marginérico. Tal como os Balcãs, a Rússia, e o sul da Itália.
Sempre o foi. Nós é que temos o costume de nos compararmos à Europa central e pretendermos que fazemos e devemos fazer parte dela.
” I saw her today at the reception , a glass of wine in her hand”.