
João Carvalho: «O ministro das Finanças levou a proposta do Orçamento de Estado ao Parlamento. Portugal precisa de baixar o défice para três por cento até 2013. Teixeira dos Santos garante que vai já este ano baixar (repito: baixar) um por cento em relação ao ano passado, para que o défice de 2010 desça (repito: desça) aos 8,3 por cento. Já liguei ao James Cameron a pedir uns óculos do Avatar, para saber se estou a ver bem a coisa. Só tenho medo que a 3D seja pior do que me parece.»
Teresa Ribeiro: «A ideia de que algumas mulheres preferem os homens mais velhos para se sentirem protegidas, para mim sempre tresandou a “engenharia psicológica” de macho. O próprio Freud não escapou a esta fantasia e logo tratou de a caucionar com as suas teorias edipianas aplicadas a mocinhas em idade casadoira: o que elas procuram, dizia ele, é um pai, que substitua o papel que o biológico teve na sua infância.»
Eu: «Sócrates, que não é Guterres, neutralizou eficazmente os nostálgicos do “frentismo de esquerda” com honrarias simbólicas de todo o tipo. E a última fila da bancada parlamentar socialista, outrora um viveiro fervilhante de indignações, é hoje a montra de um “socialismo” ordeiro e cordato, que não ousa perturbar o sono do chefe. Se fosse preciso, transportaria hoje em ombros Daniel Campelo de Ponte de Lima a Lisboa enquanto se empaturrava com doses torrenciais de queijo limiano. A bem da Nação.»

A ideia de que algumas mulheres preferem os homens mais velhos para se sentirem protegidas, para mim sempre tresandou a “engenharia psicológica” de macho.
Seja qual fôr a razão que se invente ou descubra para isso, o facto é que algumas mulheres casam com homens muitíssimo mais velhos que elas. Melania Trump, por exemplo.
“A ideia de que algumas mulheres preferem os homens mais velhos para se sentirem protegidas, “
Que muitas preferem, preferem. A razão é que me escapa.
Talvez venha de há milhares de anos em que era importante a maior força do macho para efeitos de protecção. Essencialmente sempre foram os que se matavam nas guerras. E vejo com dificuldade a participação de mulheres na guerra no tempo em que não havia armas de fogo e a coisa era corpo a corpo. Ainda hoje há (e conheço) muitas mulheres que se sentem protegidas pelo homem. O contrário é muito raro.