DELITO há dez anos


Pedro Correia,

39b608e95118d5d9c8efc36c2a387b46--hourglass-top.jp

 

Ana Vidal: «O tão aclamado “sagrado feminino” encerra em si um enorme poder que tem alguma coisa de perverso, há que reconhecê-lo. A infinita complexidade das mulheres (e também a pura necessidade, num mundo predominantemente patriarcal), muniu-as de várias e sofisticadas armas, que tantas vezes usam de maneira pouco limpa. E os homens, com toda a sua pirotecnia de superioridade, são afinal muito mais vulneráveis. Mais expostos. Até porque lhes é exigido que exibam os atributos de uma força que lhes deve ser natural.» 

 

J. M. Coutinho Ribeiro: «O PSD necessita de uma nova liderança? Ninguém duvida. Manuela Ferreira Leite não entusiasma ninguém, nem mesmo os que lhe foram mais próximos. E o maior partido da oposição não pode vegetar, assim, com uma liderança transitória e amorfa – é mau para o PSD e é mau para o país. Solução? Directas, já? Seria a boa solução se os sociais-democratas tivessem um candidato federador, que não criasse muitos anticorpos internamente e galvanizasse o eleitorado. Mas já se viu que não há. O que há, é protocandidatos de facção, interesses flutuantes que se vão aglutinando em torno de figuras que não dão a menor garantia de uma liderança credível. Logo, uma nova liderança, dessas que se perfilam, não é mais do que adiar um problema. E o PS agradece.»

 

José Gomes André: «Esta situação é inaceitável. A imposição de uma taxa apenas se justifica quando o utente tem uma alternativa. É assim que sucede nas auto-estradas, por exemplo. Quem quer andar mais rápido e confortavelmente, paga por isso. Quem não quer, opta por outras vias, gratuitas. O que está aqui em causa é um abuso puro e simples, dado que não me resta alternativa senão pagar a referida taxa. O que é taxado não é o meu luxo de estacionar em lugar pago na minha rua, mas sim o facto de eu existir e ter um carro próprio, algo que, pelos vistos, a Câmara Municipal de Lisboa considera ser uma violação do bem público, de tal modo que exige uma punição oficial.»

 

Eu: «O melhor que o PS tem a fazer é lançar desde já um grande debate interno sobre as presidenciais. Para que aos erros lapidares cometidos há cinco anos, em matéria de estratégia presidencial, não se somem outros, que ainda podem ser evitados. Aguardar em silêncio pela decisão do homem providencial que há quase seis anos conduz os destinos do partido é a receita antecipada para o desastre. Depois não digam que não avisei.»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. O texto do José Gomes André é muito tolo. Há lugares de estacionamento para alugar, ou comprar, em quase toda a parte. Se o José não tem dinheiro para o aluguer, temos pena, mas isso não lhe dá o direito de ocupar um espaço público, à borla, com o seu carro. A norma, em qualquer cidade, é pagar pelo lugar onde se estaciona, e se o José não tem dinheiro para esse pagamento, então, que se desfaça do seu carro.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *