
Adolfo Mesquita Nunes: «Uma derrota de Alegre, efectivamente o candidato melhor colocado para defrontar Cavaco, será uma derrota da ala esquerda do PS. Arrumados Soares e Alegre, José Sócrates reforça não só o seu peso no partido, como faz notar que a sua estratégia de ocupação do espaço político do PSD (sempre com um pezinho em cima do Bloco) é a melhor receita para manter o PS no poder por bem mais dos que as expectáveis duas legislaturas. Sócrates terá assim mais sossego para decidir o seu futuro e o futuro do PS, livrando-o do peso da ala de Alegre.»
Ana Margarida Craveiro: «Acabei de descobrir ao telefone, na linha de apoio técnico, que a Meo/PT considera “normal” que um cliente tenha uma banda larga de 8M no seu uso diário quando paga no contrato pelo menos 11M. O meu dia acabou de melhorar consideravelmente: ganhei uma desculpa para perder a minha “normal” polidez. Está tudo dentro da banda de a-normalidade.»
Ana Vidal: «Temos tentado, senhora ministra. Acredite que temos tentado todos, com afinco, refrescar o olhar. Mas, apesar de até a chuva e o frio colaborarem há meses com esse seu belo desejo… fresca e leve, só mesmo a nossa carteira. E se se deixasse de frescuras, senhora ministra?»
João Campos: «Os clubes de vídeo que conheço regem-se por critérios, no mínimo, estranhos. Ao longo dos anos tenho vivido em diferentes zonas de Lisboa, e em praticamente todas tenho procurado associar-me a um clube de vídeo. A resposta costuma ser a mesma: “precisamos de um comprovativo de residência”. Impossível para quem vive em casa arrendada (sem contrato), sem despesas em seu nome (sem facturas em nome próprio, portanto). Quando vivi na Gomes Freire, à Estefânia, consegui inscrever-me num clube de vídeo com um talão do serviço de entregas da Pizza Hut, pois aparecia lá o meu nome (conforme o BI) e a morada. Mas foi uma vez, apenas. no fundo, querem ter toda a informação dos clientes, quando nem têm nada de extraordinário nas lojas.»
José Gomes André: «Obama não tem demonstrado receio em sujar as mãos, lutando por alterações políticas em áreas sensíveis como a educação, o ambiente, a energia ou o sistema de saúde. Em tempos difíceis, seria fácil invocar as dificuldades para alegar incapacidade, mas Obama tem resistido a esse álibi político.»
Eu: «Zapatero, há quase seis anos no poder, falhou em toda a linha no essencial: a economia. De que adianta aos espanhóis terem um “governo paritário” – com tantos homens como mulheres – se esse governo se revela péssimo na gestão dos assuntos económicos? Segundo os mais recentes dados do Eurostat, o desemprego em Espanha atinge neste momento 19,4% da população activa – mais de quatro milhões de pessoas – e e 42,9% entre os jovens dos 16 aos 24 anos.»
