DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Há pouco mais de dois anos que vivo em Lisboa; ao longo deste tempo, tive tempo para ver uma cidade suja, pouco amada e escassamente habitada. São os passeios escorregadios, repletos de pedras levantadas, detritos animais, lixo e automóveis. São as ruas com buracos a ameaçar os incautos automobilistas, ladeadas por casas grafitadas e frequentemente entaipadas, a denunciar o abandono dos moradores para paragens mais arejadas. São os parques aos quais são arrancadas as árvores, sem uma explicação que nos sirva. São os negócios estranhos de milhões, a revelar uma falta de respeito por eleitores e habitantes.»

 

Ana Vidal: «Pergunto-me: será que precisamos de ter bem presentes a nossa própria vulnerabilidade, a nossa impotência, para acordarmos da sonolenta indiferença que nos domina o dia a dia? Será que deveria haver sempre uma tragédia por perto, para sermos melhores pessoas?»

 

J. M. Coutinho Ribeiro: «Pedro Santana Lopes, mesmo quando não desempenha qualquer cargo político de relevo ou está quieto, não deixa ninguém indiferente. Fico com curiosidade para ler, mais logo, a sua entrevista no Expresso de hoje, onde, para além do mais, diz que «o PSD está desfeito».

 

João Carvalho: «Digam-me lá: era esta a ideia que faziam ou também ficam surpreendidos com tanto diz-que-disse, tira-e-põe, não-fui-eu-foi-aquele-menino? Eu desconhecia este António Costa, confesso, e fico sem saber qual dos dois é o autêntico.»

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