
Adolfo Mesquita Nunes: «Nos últimos dias tenho notado um fenómeno estranho: se deixo o chapéu de chuva no carro, chove de manhã; se o trago para casa, não só não chove como por vezes até faz Sol. Assim sendo, aceitam-se depósitos na minha conta bancária para me convencer a nunca mais deixar o chapéu no carro.»
João Campos: «Hoje, na apresentação do estudo da Deloitte sobre o impacto da “alta velocidade” no sector do Turismo, o ministro das Obras Públicas disse que, com o TGV, Lisboa pode passar a ser “a praia de Madrid”. E disse-o sem se rir, o que me pareceu uma proeza.»
João Carvalho: «O Haiti, na sua desgraça, começa a receber as imprescindíveis ajudas internacionais em meios humanos, logísticos, medicamentosos, alimentares e financeiros. (…) É admissível que o esforço do nosso país não possa ir além das limitações actuais para essa intervenção internacional. A Cruz Vermelha Portuguesa, por exemplo, iniciou uma campanha nacional e libertou 25 mil euros, importância modesta que corresponde, seguramente, ao que é possível. Em matéria de verbas, fixei esse número porque é o primeiro dado que vejo por cá e porque é exemplo da escala em que Portugal actua. E também porque não consigo deixar de pensar, face a essa escala, que é muito menos do que Vara recebe por mês.»
Eu: «Conheço poucos actores que tenham entrado em tantas obras-primas dos mais variados géneros – do épico ao negro, da comédia ao drama, do western ao filme de aventuras. Na tela foi Spartacus, Van Gogh, Doc Holliday, o capitão Nemo. Entrou num dos melhores noirs de sempre (O Arrependido, 1947), na mais genial sátira do jornalismo (O Grande Carnaval, 1951), numa assombrosa viagem aos bastidores de Hollywood (Cativos do Mal, 1952), num fabuloso filme anti-guerra (Horizontes de Glória, 1957). Filmou com quase todos os grandes mestres – Minnelli, Wilder, Kazan, Huston, Aldrich, Kubrick, Wyler, Mankiewicz. [Kirk Douglas] é uma lenda viva do cinema.»

Um tostãozinho!? Mais valia um cristão peditório: dá um chapeuzinho pró St. Adolfo.