
André Couto: «Hoje é um dia feliz para a felicidade. Passará a ser uma palavra mais abrangente, justa e cheia de si olhando nos olhos mais uma minoria sem mudar de passeio. Cresceu-lhe o ego. Fico feliz por ela e por sentir que vivo numa sociedade que amadureceu libertando-se das teias de aranha do antigamente.»
João Carvalho: «Portugal é o sexto país europeu e o oitavo do mundo a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não me lembro de termos sido tão lestos desde a abolição da pena de morte. O fim da pena de morte salvou a vida a grandes criminosos. Espera-se que o casamento homossexual possa salvar alguém de qualquer coisa, já que o resto do país continua sem ilusões de vida.»
Sérgio de Almeida Correia: «O melhor mesmo é acabar com a agricultura e com os agricultores e transformarmo-nos todos em térmitas. Sempre poderíamos ir comendo alguma madeira, sei lá, sobreiros, contraplacado de fusão produzido por algum chef da Estação de Loulé. É tudo muito transparente, como é bom de ver.»
Eu: «A isto chegou o PS de Mário Soares e Salgado Zenha: uma massa informe, submetida ao chefe, incapaz do mínimo gesto de rebeldia em nome da firmeza de convicções.»

“Espera-se que o casamento homossexual possa salvar alguém de qualquer coisa, já que o resto do país continua sem ilusões de vida.” Dez anos depois – e como se pode ler no texto e nos comentários de um outro postal de hoje – alguns ainda podem alimentar ilusões e ver passos dados no reconhecimento dos seus interesses. Umas, de legítimas a absurdas, outros, de atendíveis a aberrantes; mas tudo sempre sob a maternal protecção da tirania cultural das esquerdas.
Quem não pode, manifestamente, guardar ilusões é o branco, heterossexual e cristão. Calhou-lhe ser a explicação imediata e cristalina para todos os males do mundo. E está muito bem assim e não se vê que isso mude.
Costa