DELITO há dez anos


Pedro Correia,

39b608e95118d5d9c8efc36c2a387b46--hourglass-top.jp

 

Ana Margarida Craveiro: «Acho vergonhoso que haja ordenados de 450 euros numa das economias mais desenvolvidas do mundo, pertencente a um clube muito especial de países. Houve qualquer coisa aqui que falhou; falhou, e continua a falhar, à medida que cada vez mais portugueses têm de tentar viver com 450 euros por mês. Isto não tem nada que ver com esquerda ou direita; felizmente, a indignação com a injustiça ainda é uma referência moral bem acima desse eixo tão redutor.»

 

J. M. Coutinho Ribeiro: «Com o ímpeto reformista a todo o vapor, o anterior governo achou que, reduzindo as férias, estava a pôr os “privilegiados” magistrados na ordem, ganhando, com isso, o aplauso do povo. Não pôs. Com a agenda na mão, os magistrados depressa aprenderam a gerir os seus tempos e não houve ganhos na celeridade processual. Atrevo-me, até, a pensar que o efeito foi perverso. Logo, não houve aplauso do povo. Quem se tramou com a medida foram os advogados. É que, mesmo sem diligências processuais marcadas, os prazos para os advogados continuavam a correr.»

 

Leonor Barros: «Uma verdadeira Guerra dos Sexos a la Delito: sem ofensas, sem agressões, alguma argumentação e umas quantas gargalhadas. Portámo-nos bem, nós, as mulheres, em minoria mas sempre à altura das provocações arremessadas pelos nossos congéneres masculinos. Para finalizar mousse de chocolate ao Porto com telha de Bolo-rei. E poupo-vos a mais pormenores. Revelo apenas que houve discurso proferido pelo Pedro, um brinde a este caminho que trilhámos em conjunto e a certeza de que valeu de facto a pena tantos posts, tantos comentários, tantas conversas. Somos um caso sério.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Como escreve Saviano, quando se compra cocaína a € 2400 o kg e se revende o grama a € 60 num universo, por defeito, de 600 toneladas, percebe-se o peso do poder económico das organizações criminosas. E também a dependência em que as democracias acabam por estar dos milhões que por aí circulam impunemente enquanto, veja-se o que entre nós sucede, se discutem os despachos do presidente do STJ e uma nova lei do casamento.»

 

Eu: «A Direcção-Geral da Saúde andou a esconder a vacina contra a gripe A dos portugueses, racionando-a e doseando-a de acordo com critérios extremamente discutíveis, numa altura em que alguns órgãos de informação se encarregavam de espalhar gritos de alarme contra a nova pandemia, que ameaçava semear o País de mortos e estropiados. Nessa fase, segundo os doutos critérios definidos pela dr.ª Ana Jorge (a menos que o director-geral, Francisco George, os tenha definido à revelia da ministra, o que aliás não me espantaria excessivamente), entre os grupos “de risco”, a quem a vacina deveria dar-se com carácter prioritário, incluia-se o dos políticos, acrescidos dos funcionários partidários, designadamente os que prestam funções no Parlamento.»

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *