
Leonor Barros: «Os sonhos devem crescer, pois claro. Envolver com açúcar e uma quantidade muito generosa de canela. E assim são os sonhos, envolvidos com carinho, batidos com robustez e saboreados com a doçura do açúcar e o exotismo da canela. O aconchego possível para a noite imensa que se pôs lá fora.»
Eu: «A escassos 50 metros, há outra caixa multibanco. Sem ninguém. Dirijo-me para lá, levanto o dinheiro e olho para o lado. A fila anterior mantém-se, a confusão também. Pergunto-me se custará assim tanto sermos um pouco mais atentos, um pouco mais precavidos e um pouco mais organizados nos mais elementares actos do nosso quotidiano. Facilitaríamos a vida de toda a gente – a nossa e a dos outros. Feliz Natal.»
