
Sérgio de Almeida Correia: «Dez anos volvidos, e erros à parte, verificamos que o balanço da transição de Macau é francamente positivo, que ali se continua a viver de acordo com os padrões sociais e económicos que lá foram deixados por nós e que aquilo que alguns temiam não aconteceu. Macau não se fechou e o governo da Região Administrativa Especial de Macau soube continuar a trilhar o seu caminho autonómico e a cultivar a sua marca.»
Eu: «Espantosas palavras da quarta figura da hierarquia nacional: de uma penada, o exercício da actividade jornalística passaria a submeter-se ao escrutínio de representantes “da estrutura política do Estado” – isto é, do Governo e da Assembleia da República, que teriam poderes disciplinares directos sobre cada jornalista, tendendo naturalmente a recompensar aqueles que se mostrassem mais atentos, veneradores e obrigados.»

se continua a viver de acordo com os padrões sociais e económicos que lá foram deixados por nós
Não. O regime chinês liberalizou completamente o jogo em Macau (Portugal mantinha-o em regime de monopólio de uma só empresa), o que conduziu a uma modificação radical do padrão económico: atualmente, a economia de Macau é totalmente dominada pelo jogo, com múltiplas empresas a cobrirem a totalidade do território. O padrão social alterou-se correspondentemente, com praticamente toda a mão de obra com células cinzentas a trabalhar na indútria do jogo.
A economia de Macau sempre foi o jogo. Ah! nuns livros do secundário, anos 50-60, uma das actividades económicas de Macau era a cultura gastronómica dos ninhos-de-andorinha.
E tal e coisa, coisa e tal em Macau foi diferente de Angola, Moçambique, Guiné, pois mas em Macau o mundo empresarial era dos naturais /macaístas de Macau (nunca lhes chamaram indígenas), bem diferentes dos naturais africanos, né???