
Luís M. Jorge: «Il trionfo del Tempo e del Disinganno. O título deste oratório de Handel foi atraiçoado em libretto nas várias versões. Houve quem lhe chamasse O triunfo do Tempo e da Verdade. Outros, menos optimistas, traduziram-no para O triunfo do Tempo e da Desilusão.»
Eu: «Convém escolher melhor os exemplos quando se mencionam candidatos que baixaram imenso de umas eleições para outras. Se é verdade que Otelo Saraiva de Carvalho caiu de 792.760 votos (16,2%) nas presidenciais de 1976 para 85.896 (1,5%) nas presidenciais de 1980, é muito mais esmagadora a diferença obtida por Mário Soares entre os escrutínios de 1991 e de 2006: 3.459.521 (67,9%) no primeiro, 778.781 (14,34%) no segundo – abaixo do “folclórico” Otelo de 1976. Um notável trambolhão do qual ainda não se refez por completo. Nem muitos dos seus apoiantes.»
