DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Carvalho: «Todos os que se queixam das linhas de alta tensão que lhes passam perto de casa podem contar sempre com o meu apoio. Que ninguém se sinta só em tudo quanto seja lutar contra as decisões polémicas que afectam a nossa vida comunitária.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «O PS acabou de sair de eleições e viu ser-lhe renovada a confiança política, apesar da erosão do poder, dos erros cometidos ao longo de quatro anos de governo, e do crescimento de uma clientela política e empresarial amorfa que suspira pela maioria absoluta.»

 

Teresa Ribeiro: «Em 2066, Bolaño, sabendo-se condenado pela doença, ajusta contas com a vida sem concessões. É seco, cínico e duro, porque não tem tempo para ser outra coisa. Mas a sua ambição impede-o de fechar os planos da sua escrita sobre a simples descrição de iniquidades e barbaridades várias para dessa forma retratar a humanidade. Apesar de, a quase todos os títulos miserável, a natureza humana não se esgota nesses close ups. Para se ser rigoroso é preciso explicar que o horror nasce de fragilidades como a pobreza, o medo, o amor desmedido ou a ausência dele e, é claro, o sexo.»

 

Eu: «Oliveira, que seria depois considerado o mais artificial dos nossos cineastas, assinou aqui aquele que seria durante muito tempo um dos filmes portugueses rodados em atmosfera mais real. Um pouco à semelhança de um Picasso, que subverteu as formas depois de mostrar ao mundo que sabia reproduzi-las com mestria clássica. São poucos os filmes pelos quais nos apaixonamos e que conseguimos admirar em simultâneo. Aniki-Bóbó é um deles. Cada vez que o revejo vou consolidando a mnha convicção de que se trata do melhor filme português de todos os tempos.»

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