
Ana Margarida Craveiro: «A vida depois da presidencialização é tramada. Obriga à responsabilidade, e a prestar contas. Tramadíssima, de facto. Em vez de ordenar o voto obedientíssimo dos grupos parlamentares relevantes, implica que se convençam os deputados da bondade da medida. Leva à negociação, e à defesa consciente de posições, para se chegar a um consenso. Em vez da verdade única, um jogo de cedências mútuas. Ora bolas.»
João Carvalho: «O que agora o País ficou a saber, com clareza e com as palavras todas, é que o projecto do TGV não prevê o transporte ferroviário de mercadorias. E mais: que essa falta é um erro grave. Pudera. É obviamente «um erro histórico», um conjunto de “projectos tacanhos”, como acabou de afirmar Manuel Moura, o primeiro presidente da RAVE nomeado por Jorge Coelho no tempo de António Guterres.»
Leonor Barros: «Sim, é verdade, não sou particularmente católica – podem implicar à vontade com o particularmente, já se sabe que ou se é ou não se é – sim, não sou muito dada a tradições, sim, implico ferozmente com tudo o que são obrigações, sim, detesto fretes e imposições, presentes de Natal embrulhados na hipocrisia do dever cumprido e mensagens sms formatadas, iguais para todos os felizardos da lista telefónica e para gáudio das operadoras, odeio o cheiro a fritos que se me agarra ao cabelo sempre que me atiro aos afazeres de dona-de-casa prendada na véspera de Natal, sim, tenho uma saudade dilacerante do sorriso do meu pai por estes dias.»
Teresa Ribeiro: «Há muita gente que ganha dinheiro à pala da poluição – assim se explicou a Inês, 16 anos, no fórum sobre aquecimento global, a que assisti há pouco no programa Curto-Circuito, da SIC Radical. Confesso que depois de a ouvir me senti tipo atrofiada.»
