DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Adolfo Mesquita Nunes: «A oposição parlamentar limita-se, pois, a fazer o seu trabalho, obrigando o PS parlamentar a fazer aquilo que há muito não estava habituado – trabalhar em vez de aplaudir – e obrigando o governo a prestar contas sobre o que anda a fazer ao invés de distribuir boutades a torto e a direito contra a oposição.»

 

Ana Vidal: «Serei eu a única a ver o absurdo de uma guerra de marcas de genéricos? É que eu pensava, pelos vistos ingenuamente, que o conceito “genérico” se traduz num medicamento sem marca, criado exactamente para evitar que o peso do marketing (criatividade, embalagem, promoção, etc.) se reflicta no preço final. Mas estava enganada. Afinal, tal como os animais do Orwell, também os genéricos são todos iguais… mas uns são mais iguais do que outros.»

 

Luís M. Jorge: «O que torna as pessoas credíveis? Em primeiro lugar o que exigimos delas, em segundo o que elas têm a perder. As responsabilidades que atribuímos a um político implicam um acto de fé na sua honradez, tal como a leitura de um semanário implica a crença na probidade daqueles que o compõem.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Um dentro e outro fora. É o que diz Mário Soares dos pés de Manuel Alegre em relação ao PS. A entrevista é interessante, embora sem acrescentar nada de novo, mas foi pena que o patriarca se tivesse esquecido daqueles que sendo militantes têm tido os dois pés fora do PS e ainda assim continuam lá dentro para compor listas, cobrar mordomias, intrigar nos corredores do poder e subir na vida. Com o aval de quem manda, contra tudo o que a república ensinou.»

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