
Ana Margarida Craveiro: «Enquanto as mulheres portuguesas tiverem não um, mas pelo menos três empregos (o das oito horas, o da família e o da casa), não há quotas que as emancipem. A verdadeira igualdade começará a ser construída no dia em que os anúncios de detergentes não forem imensos bailados de donas-de-casa.»
João Carvalho: «Cada vez se fala melhor a nossa língua e a ministra não só pacificou o ensino como ignorou as estatísticas europeias e concluiu uma reforma educativa de se lhe tirar o chapéu. Ah! Já me esquecia: os habitantes da Lua andam a dizer que a Terra é que gira à volta deles.»
Jorge Assunção: «Foi Alexis de Tocqueville quem afirmou que “a República Americana vai durar até o dia em que o Congresso descubra que pode subornar o público com o dinheiro público”, uma frase que pode e deve ser repensada para esta República Portuguesa, versão século XXI.»
Eu: «Que política de imigração deve adoptar a União Europeia? Faz sentido reequacionar os critérios que levaram à adopção do Espaço Schengen?»

Ana Margarida Craveiro tem razão, mas mudar mentalidades é bem mais difícil que mudar o indicador que é a publicidade. Hoje, a publicidade já vai exibindo os homens a tratar de detergentes e roupas na máquina e mais uma ou outra coisa. Os casais mais jovens já vão repartindo tarefas. Mas são ainda uma minoria e quase nunca é equitativo.
No resto, passo; até por notar pouca mudança.
Bom Domingo:)