
Adolfo Mesquita Nunes: «A corrupção, sobretudo se instalada e sistémica, não se resolve com leis relativas à sua criminalização, que aliás já existem e que são aplicadas precisamente pelo e com o sistema. Resolve-se com a drástica diminuição das hipóteses de corrupção, só possível com uma redução substancial dos pequenos poderes que hoje atribuímos ao Estado.»
Luís M. Jorge: «Os colegas ausentes deixaram saudades mas, vendo o lado positivo, assim não faltou comida. O chef André Magalhães esteve bem: o creme de castanhas com presunto estaladiço pareceu-me excelente, o bacalhau salgado mas as migas saborosas, o naco de porco très outonal, o leite creme de marmelos um achado, os vinhos muito adequados ao preço (melhor o branco que o tinto). As castanhas assadas, infelizmente, más — despeçam o fornecedor. O espaço é magnífico, o jardim amável, a mesa redonda é ideal.»
Eu: «Há uma linhagem histórica que une Goebbels, o ministro da Propaganda de Hitler, aos actuais dirigentes do Hezbollah: comungam do ódio visceral aos judeus, prestam o mesmo culto à violência e partilham o gosto atávico pela censura de obras literárias. Incapazes, portanto, de entender estas palavras que Eleanor Roosevelt dedicou à obra imortal de Anne Frank: “Um dos mais argutos e tocantes comentários sobre a guerra e o seu impacto nos seres humanos que jamais li.”»

Pois, se a ‘ redução dos pequenos poderes atribuídos ao Estado’ deixará de haver corrupção é lógica paliceana. O problema, no entanto, mantém-se a outro nível semelhante: a rentabilidade desses ‘pequenos poderes’.
O Hezbollah tem um ódio visceral aos judeus? Muito me admira.
O Hezbollah é um partido xiita libanês com ligações ao Irão. No Irão há uma grande e próspera comunidade judaica. Se essa gente tivesse um ódio visceral aos judeus, essa comunidade já não existiria.