DELITO há dez anos


Pedro Correia,

39b608e95118d5d9c8efc36c2a387b46--hourglass-top.jp

 

André Couto: «Desemprego, desempleo, unemployment e chômage são palavras que representam o mesmo triste facto. Esse facto tem uma personalidade fraca e anda sempre atrás dessa tal de conjuntura económica mundial que por vezes não tem comportamentos muito sérios. Por mais que se esperneie, o País já sabe que o nosso desemprego actual decorre da crise mundial. Já em 2005 não era bem assim…»

 

J. M. Coutinho Ribeiro: «Estará ainda o PSD a tempo de mudar de liderança com mínimas possibilidades de sucesso, ou mudar de liderança nesta altura será pior a emenda que o soneto? E se for para mudar de líder, deve o PSD optar por uma figura já firmada, uma figura tipo Rui Rio, que tem fama de ser duro, coerente e sério, com a vantagem de que “passa” melhor no resto do país do que no Porto e além disso sabe de finanças, mas que se arrisca a afastar a ala “populista”?»

 

João Carvalho: «A meio da tarde, no mesmo bloco noticioso e em curtíssimo espaço de tempo, a SIC-Notícias relata dois acontecimentos. O primeiro é sobre o rapto de um português na Nigéria, onde está deslocado na qualidade de engenheiro a trabalhar na construção de uma estrada. Diz o pivot: “O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que está a acompanhar este caso.” O segundo é sobre a possibilidade de Scolari ter abandonado o Chelsea. Diz o mesmo jornalista: “Vamos continuar a acompanhar este caso com muita, muita atenção.” Quem gosta de situações claras ficou a saber qual é a notícia que realmente interessa ao canal.»

 

Paulo Gorjão: «Marcelo Rebelo de Sousa entendeu ser o momento de criticar Manuela Ferreira Leite, mas não de forma directa e frontal. Logo, responsabilizou a figura abstracta do conselheiro. Na prática, conselheiros somos todos e não é ninguém em particular. Acontece que o reparo difuso ao conselheiro tem a vantagem de não ser uma crítica directa, mas produzir o mesmo efeito.»

 

Eu: «José Sócrates desgastado, políticamente ferido pelo caso Freeport, incapaz de mostrar em 2009 um País melhor do que recebeu em 2005, seria muito provavelmente derrotado pelo PSD – se o PSD tivesse uma liderança carismática e eficiente, descomprometida com os erros do passado, e beneficiando do facto de os sectores políticos à esquerda do PS serem hoje mais fortes que nunca em Portugal, como demonstram as sucessivas sondagens. Uma rara conjugação de oportunidades que só por suicídio político os sociais-democratas não saberão aproveitar.»

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *