DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Diz-se que há quatro sexos em Bangkok: as mulheres e os homens ditos “normais”, os Lady boys (homens que se apresentam e agem como mulheres, mesmo durante o dia) e as Tom girls (o inverso: mulheres transformadas em homens, no aspecto e nas atitudes). Para além das fachadas, também uma cirurgia de mudança de sexo custa uns míseros dois mil euros, pelo que a moda está em franco crescimento.»

 

João Carvalho: «Algumas belas composições dos Beatles são hinos às suas memórias comuns, laços assumidos com o seu lugar de origem. Com eles, a velhinha e obscura Liverpool como que nasceu para uma nova vida.»

 

Paulo Gorjão: «Desde a entrada na UE em 1986 que Portugal viveu um sonho. Um sonho que se começou a desmoronar quase de imediato, com a queda do Muro de Berlim, embora na altura não se tivesse consciência do seu impacto. Goradas as expectativas, pelo menos em parte, temos vindo a ajustar-nos à dura realidade. Como sempre acontece, a euforia deu lugar ao pessimismo. Agora, porém, começa a emergir uma política externa mais equilibrada.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Havendo sempre quem encontre na “política à portuguesa” ou nas decisões judiciais uma razão para tudo, até mesmo para a infâmia, esquecendo-se que a ética não é judicialmente sindicável, só vejo motivo para concluir que o PSD goza de dois pesos para uma amplíssima gama de medidas.»

 

Teresa Ribeiro: «Despiu-se num ápice. Escolheu a branca, de colarinho inglês. Estava perfeita e ficava-lhe realmente bem. Sorriu, cúmplice, para o  espelho. Às vezes bastava um olhar fugaz e retemperador sobre si próprio para recuperar o bom humor.»

 

Eu: «Não conheço nenhum outro director-geral que consiga ter mais protagonismo mediático do que quem detém a respectiva pasta ministerial. Percebo que a contínua exposição de Francisco George até seja útil a Ana Jorge, permitindo-lhe poupar-se a algum desgaste no dia-a-dia. Mas é tempo de as hierarquias serem reavaliadas e de se fazer esta pergunta: se o actual director-geral é assim tão imprescindível no espaço público que tal ser promovido a ministro?»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. se o actual director-geral é assim tão imprescindível no espaço público que tal ser promovido a ministro?

    Pergunta bem parva.

    Se quem faz certo trabalho é o diretor-geral, é justo e correto que seja ele mesmo a falar desse trabalho que fez. Não é necessário, nem sequer é correto, que seja o ministro a falar de um trabalho que foi, na prática, executado pelo diretor-geral.

    Se o diretor-geral fosse promovido a ministro, ficaria com outras competências para as quais não estaria, eventualmente, qualifiado nem preparado.

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