DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Cláudia Vicente: «Relanceei mais uma vez a rua Rosa Araújo, mas podia ter sido o Marquês, a Prata, a Castilho, o jardim das Amoreiras, o Arsenal, as Chagas, a Morais Soares, enfim. Tirando o Aqueduto, o Panteão, parte de Belém e um pouco do Chiado, o cenário é todo ele muito semelhante: continuamos a ter uma cidade tão naturalmente iluminada durante o dia quanto faltada de intensidade eléctrica à noite. Que insólito contraste.»

 

Ana Sofia Couto: «Não deixa de ser estranho: gosto muito de um livro que ainda não li. O livro tem quase duzentas páginas, e eu ainda só li dez. Falo de Olhos Verdes, de Luísa Costa Gomes. Eu, que sempre achei parva a ideia de não se ter tempo para ler, ando a aprender que há alturas na vida em que não há mesmo tempo para ler, para ler aquilo que queremos, bons ou maus livros.»

 

João Carvalho: «O PCP tomba, mas tomba sozinho. Isto é: sem Sancho Pança, sem cavalo, sem espada e sem moinhos. Sobretudo, sem glória.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Sei que a recomendação é uma coisa muito típica entre nós. Por vezes dão-lhe outros nomes. Alguns feios. E sei que se de algumas vezes abre portas, de outras também as fecha. Mas aqui só estão verdadeiramente em causa cartões de visita. Bem sei que agora até há advogados, agentes imobiliários, canalizadores e outros profissionais que distribuem cartões de visita por cafés e clubes de ténis. E daí? Os tempos mudam. Os códigos também. E a crise chega a todos.»

 

Teresa Ribeiro: «Como é que Sócrates lhe respondeu? Atacando JPP [José Pacheco Pereira] pelo flanco mais vulnerável, o da sua notória e tão criticada arrogância. Brincando com o seu passado maoísta, chamou-lhe “grande educador da classe política” e mais: acusou-o de “ressentimento político” devido à derrota sofrida pelo PSD. Ressentimento, aí está o outro grande ponto fraco do conhecido político e comentador. Não estava lá para ver, mas se até a leitura deste artigo me levou a sorrir, imagino os sorrisos que terá despertado em todo o hemiciclo.»

 

Eu: «Expressões que detesto (47): “Núcleo duro”.»

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