
Sérgio de Almeida Correia: «Paulo Rangel e José Luís Arnaut, de forma previamente ajustada ou por mera coincidência, mas num tom suficientemente grave e sério, vieram promover, e de antemão apoiar, a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à liderança do PSD. Não sendo parvos, e tendo ambos lido Pavese, estarão de acordo em que não se trata de pedir ao prof. Marcelo que volte a um lugar onde foi feliz, mas simplesmente de reunir e dar-lhe as condições que ele gostaria de antes ter tido para poder disputar com hipóteses de sucesso o lugar de primeiro-ministro sem ficar à mercê de uma qualquer vichyssoise mal digerida.»
Teresa Ribeiro: «Não sabemos nada dele. Pode ser apenas um palerma, mas como o estado de paixão nos limita o discernimento, merece que lhe demos o benefício da dúvida. Nesse caso poderá ser apenas um homem loucamente apaixonado. O que faz dela, a mulher de quem menos sabemos ainda, uma falsa, a pérfida encarnação do anjo azul, versão tropical. São mulheres assim que nos dão má fama. Se fosse ao contrário, seria notícia? Talvez. Mas não seria a mesma notícia. Suscitaria menos dúvidas quanto ao perfil dele e dela e a aura romântica desaparecia da história. O tom seria de comiseração.»
