
João Carvalho: «Fazem tranças com as pernas. Entrelaçam-nas e deslaçam-nas, enroscam muito uma na outra, apertam-nas com força e tal. São precisamente estes exercícios do pernil que dão o nome ao grupo. As aflitas para ir-lá-fora apresentam programas muito longos, para nosso mal, e é por isso que se torcem tanto em cima dos saltos. Um dia destes, ainda acabam por fazer em directo pelas pernas abaixo…»
José Gomes André: «Não faço ideia se isto é obra de assessores bem posicionados ou simplesmente de mau jornalismo, mas nos últimos dias tem-se assistido a um verdadeiro regabofe opinador na imprensa. Notícias veiculadas pela comunicação social, da qual espero objectividade, imparcialidade e facticidade, parecem ceder a um achismo permanente, não justificando as afirmações apresentadas. Gabriel Silva dá aqui um excelente exemplo, num artigo no Público cheio de recadinhos e generalizações sem fundamento. Mas o Expresso vai pelo mesmo caminho.»
Eu: «Tem interesse arqueológico lembrar algumas Secretarias de Estado do VI Governo Provisório, liderado pelo vice-almirante José Baptista Pinheiro de Azevedo, que viria a celebrizar-se em Novembro de 1975 com a frase “Bardamerda pr’ó fascista”, proferida da varanda do salão nobre do Palácio de São Bento: Recuperação Social (entregue ao social-democrata Menéres Pimentel, futuro Provedor de Justiça), Investimentos Públicos, Energia e Minas, Indústria Ligeira, Indústria Pesada, Fomento Agrário, Comércio Alimentar, Comércio Não Alimentar, Recursos Hídricos e Saneamento Básico, e Retornados (esta a cargo de Vasco Graça Moura). Outros tempos, outros nomes. Outro país.»
