
João Carvalho: «Depois de alcançar (honra lhe seja feita) uma inesperada percentagem de votos e um lugar confortável no Parlamento com um número importante de deputados, Paulo Portas deve andar com insónias: por um lado, andou sempre mortinho por integrar um governo, que é para o que está sempre disposto; por outro, angariou um leque do eleitorado a que fez uma data de promessas anti-PS e que tem tendência a engrossar à custa do PPD/PSD, assim ele não desiluda quem acreditou no CDS-PP.»
Sérgio de Almeida Correia: «Enquanto a seca não chega vale a pena aproveitar os últimos dias de sol e calor na Ilha Deserta. Se possível lendo Bolaño e de quando em vez olhando o mar. Lindo de morrer. Foi assim no dia 11 de Outubro e vai continuar por mais uns dias, com a água cristalina a uns estupendos 22/23º C. Bem melhor do que em Julho ou Agosto.»
Teresa Ribeiro: «Verifico que as opiniões pré-formatadas se tornaram tão habituais que quem ousa sair do trilho e fazer críticas ora à esquerda, ora à direita arrisca-se a ser apontado como diletante, incoerente, excêntrico, tonto ou até intelectualmente desonesto. A esta última avaliação ficam, por vezes, subjacentes dúvidas quanto ao carácter do opinador, já que se presume que a crítica alternada e cruzada pode ter por objectivo agradar a dois ou mais senhores.»
Eu: «João de Deus Pinheiro, que encabeçou a lista eleitoral do PSD pelo distrito de Braga, por escolha directa de Manuela Ferreira Leite, foi deputado por meia hora: deslocou-se à Assembleia da República esta manhã só para renunciar ao cargo para que foi eleito. É pena a eleição por Braga não poder ser repetida. Talvez assim os bracarenses avaliassem melhor esta “política de mentira”.»
