DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Não nos devia aquecer nem arrefecer que Maitê Proença pense que todos os portugueses se chamam Manuel e Maria, são padeiros e ainda usam fartas bigodaças ou lenços pretos sobre carrapitos. A ignorância é dela, o preconceito é dela, a figura triste é dela, a pobreza de espírito também. Não somemos a todos estes atributos uma importância que ela não tem, indignando-nos como se a sua opinião fosse decisiva nas nossas vidas.»

 

J. M. Coutinho Ribeiro: «Peço imensa desculpa, mas tenho que lhes dizer que não gosto de Fátima Felgueiras. E não é por aquilo que eu sei que estão a pensar. Não gosto da senhora porque ela, que não me conhece, é dada a estragar-me o efeito. Em 2001, quando fui candidato à Câmara de Marco de Canaveses, contra Avelino Ferreira Torres, eu tentava atrair a atenção do media para o facto do meu adversário estar pronunciado por crimes praticados no âmbito das suas funções políticas (e acabou condenado), e ninguém me ligava nada, preocupados, todos, com as trapalhadas da senhora.»

 

Teresa Ribeiro: «Têm crescido à custa dos eleitores que não os querem no poder, tal como acontece em muitos partidos de protesto. Nada de novo, portanto. Mais interessante é observar a sintonia que existe entre votantes e votados. Os bloquistas também não querem ver-se no poder. Não porque não o desejem, mas porque não podem tê-lo. Se o tivessem, começariam no dia seguinte a desmembrar-se.»

 

Eu: «O PS, vencedor absoluto em Lisboa, vê confirmado António Costa como sucessor a prazo de José Sócrates. Conquistando mais votos e mais mandatos do que o PSD.»

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