
Adolfo Mesquita Nunes: «Em 2005, o PSD ganhou sozinho 138 presidências de Câmara (o PS apenas tinha ganho 109), às quais somou 18 outras presidências de Câmara com o apoio do eleitorado do CDS. Em 2009, o PSD ganhou sozinho 117 presidências de Câmara (o PS ganhou mais do que o PSD, tendo ganho 131), às quais somou 19 outras presidências de Câmara com o apoio do eleitorado do CDS.»
João Carvalho: «A noite dos resultados eleitorais suscitou uma série de queixas por parte de variadíssimos candidatos que culminou uma campanha que já tinha originado queixas idênticas e que, por sua vez, repisavam queixas já ouvidas à exaustão nas eleições anteriores. Resumem-se a isto: a comunicação social (as televisões em especial) não lhes deram a cobertura que acham que lhes era devida.»
Paulo Gorjão: «Marcelo Rebelo de Sousa apelou hoje à unidade no PSD. O último apelo à unidade que ouvi, repetido vezes sem conta, ocorreu nas eleições directas em 2008. O autor? Manuela Ferreira Leite. Porém, uma vez eleita, os apelos à unidade evaporaram-se. A retórica deu lugar aos factos, por sinal em sentido contrário.»
Sérgio de Almeida Correia: «É nas autárquicas que melhor se percebe a fibra e o carisma de um líder. Incluindo dos líderes nacionais que impõem algumas escolhas aberrantes. De outras vezes torna-se patente a falta de jeito dos aspirantes. E confirma-se a de alguns antes consagrados no plano nacional. Todos os políticos profissionais deviam passar o crivo do poder local. As autárquicas são um pequeno laboratório que devia ajudar os partidos a pensar, a salvaguardar erros futuros.»
Eu: «Dois nomes apenas numa noite em que houve 308 vencedores. Mas estes não são vencedores como os outros: os triunfos que obtiveram nas urnas transcende em muito as fronteiras dos dois principais concelhos do País. O socialista António Costa e o social-democrata Rui Rio conquistam terreno político que lhes permitirá firmarem-se como líderes alternativos dos seus partidos – o que provavelmente sucederá mais cedo do que ambos julgam.»
