
Ana Vidal: «Lembro-me de um dichote popular antigo, que visava desvalorizar cursos de má fama de onde resultavam profissionais incompetentes: “Saíu-te o curso na Farinha Amparo?”. Pois bem, este governo parece definitivamente apostado em voltar aos cursos da Farinha Amparo. Por este andar, ainda havemos de ter médicos formados em workshops.»
José Navarro de Andrade: «Um deputado da República adjectivou de “frígida” uma Ministra. Estou aqui a dar voltas à cabeça a ver se já li coisa mais reles nos últimos tempos e não me lembro.»
JPT: «Repórter empenhado, tanto isso se nota no tom e nas previsões do seu tempo, a parte muito datada do texto: a FNLA é apresentada como constituída por canibais, dela se ouve a voz de um soldado (aprisionado) lamentando-se enganado por promessas de futura bolsa de estudos e, já, sabedor do errado em alinhar com tal movimento. O MPLA é a “república”, os movimentos outros são invasores. Os portugueses são narrados em tons crus ainda que, no fim, louvados por terem ajudado o MPLA – a abertura in extremis do aeroporto para as tropas cubanas. E a estadia que termina com uma visita, cortesia de admirador, a Agostinho Neto, o poeta, ali citado, e pelo repórter tratado com pinças – pois apenas saudado, não questionado – “para não o magoar“, um triste episódio, até cândido na sua explicitação, onde Kapuscinski intervala o seu jornalismo, abandona qualquer tino. [Não deixa de ser engraçado ver a narrativa da sua viagem com a militantíssima equipa da RTP, de Luís Alberto Ferreira, ferrenha MPLA. E queixamo-nos nós hoje em dia da falta de objectividade…].»

Passe a cagança o meu postal é porreiro, já nem me lembrava. E muito em particular a adenda, dada pela minha queridissima amiga Ana Leão (e co-bloguista durante anos).
Também gostei de reler.