DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Na mesa de cabeceira (em duas pilhas), entre os que vou lendo e relendo e os que esperam a vez de serem lidos: O Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago; Cem Poemas de Sophia, Sophia de Mello Breyner Andresen; Servidões, Herberto Helder; Dois em Um, Alice Ruiz S; Diário, Virginia Woolf; El Manuscrito Carmesí, Antonio Gala; Pedro, Lembrando Inês, Nuno Júdice; Poemas para Leonor, Maria Teresa Horta; Tradutor de Chuvas, Mia Couto; Raiz de Orvalho e Outros Poemas, Mia Couto; A Gaiola dos Periquitos, Luísa Venturini.»

 

André Couto: «Testemunhei ontem dois exemplos, que guardarei na memória, de como estar na causa pública. Na tomada de posse dos órgãos autárquicos da Cidade de Lisboa para o próximo quadriénio, Simonetta Luz Afonso, presidente cessante da Assembleia Municipal de Lisboa, tomou o lugar de simples deputada municipal. Simultaneamente, Manuel Salgado, até então vice-presidente da autarquia, assumiu a função de mero vereador sem essa prerrogativa. (…) O meu longo aplauso, de pé, aos dois.»

 

João André: «Talvez por ser um merceeiro, Soares dos Santos apresenta contas de merceeiro. Se as coisas fossem assim tão simples, poder-se-ia levar ao limite o conceito de reduzir o número de horas de trabalho semanais ao mínimo possível (talvez umas 10 horas) para que houvesse emprego para toda a gente. Não deixa portanto de ser divertido ver Soares dos Santos quase a defender sonhos de esquerda. Simultaneamente defende também sonhos da direita liberal: trabalho a qualquer altura, sem folgas previstas, sem horas extraordinárias, etc.»

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