DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Lima: «Maria Luís Albuquerque está a ser contactada pelas várias televisões que querem transmitir em directo os sorteios e que pretendem que seja a titular da pasta das finanças a apresentadora. Liliana Campos já se ofereceu para dar umas dicas quanto à indumentária a usar. A ministra, no entanto, já revelou que prefere o estilo de Serenella Andrade, enquanto aguarda ainda que a troika se pronuncie sobre o assunto. Santana Lopes, na qualidade de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entidade gestora dos jogos sociais concedidos pelo Estado, disse a propósito que seria interessante ter uma piscina cheia de facturas onde pudessem mergulhar algumas beldades. Isto para tornar ainda mais apetecível o combate à evasão fiscal.»

 

Helena Sacadura Cabral: «Começa a ser preocupante a forma como um ex-Presidente da República se refere a outros ocupantes do mesmo cargo e, em geral, aos políticos do seu país. A função desempenhada no passado e a despesa que ela ainda representa para a nação deveriam impor uma certa forma de contenção verbal. Discordar é uma coisa. Enxovalhar ou difamar é outra, muito diferente.»

 

José Maria Gui Pimentel: «Começam a ser demasiados os indícios para ignorar o que se vai tornando evidente: o Governo não consegue cortar a despesa do Estado, nomeadamente no que diz respeito àquela poupança que não poderia ser obtida simetricamente através de aumentos de impostos.»

 

Luís Menezes Leitão: «Se há coisa para que não há verdadeiramente pachorra é para a constante troca de mimos entre Soares e Cavaco. Já vemos isto desde 1985. Soares, quando Cavaco surgiu, qualificou-o como alguém sem currículo político, tendo depois que engolir que ele tenha causado ao PS a maior derrota política que alguma vez o seu partido sofreu. Soares vingou-se, fazendo-se eleger Presidente da República, derrotando por uma unha negra o candidato de Cavaco, Freitas do Amaral. Cavaco teve assim que engolir Soares como Presidente da República durante dez anos, não deixando de o mimosear com epítetos como “força de bloqueio” e garantindo que o iria fazer “terminar o mandato com dignidade”. E Soares de facto terminou dignamente o mandato, conseguindo derrotar Cavaco e eleger Jorge Sampaio, garantindo em seguida que a presidência ficava “em boas mãos”.»

 

Patrícia Reis: «Falaram-me de um video de uma revista semanal que foi fazer um questionário à porta das universidades. Perguntas como: quem é o Presidente da UE? Quem pintou a Mona Lisa? Quem escreveu Os Maias? É triste dizer que o vídeo só provoca aquilo a que se costuma designar por “vergonha alheia”. Pelo sim, pelo não, perguntei as mesmas coisas ao miúdo cá da casa, ele respondeu tudo direito, desta vez com ar de enfado. Depois perguntei por 3 filósofos e ele respondeu Kant, Aristóteles e Montesquieu. Ok. Tudo bem.»

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