
Helena Sacadura Cabral: «Este fim de semana comecei a ler os jornais atrasados e respectivas revistas. Numa delas vem um artigo que me deixou surpreendida. Trata-se de um jovem luso-americano que será filho de Salgueiro Maia e de uma senhora açoriana com quem o herói nacional terá mantido uma relação de dez anos. O filho cresceu em New Jersey e só em 2008 – nasceu em 1984 – soube quem era o seu verdadeiro pai. Decidiu e bem, em Agosto último, interpor uma acção de investigação de paternidade. Salgueiro Maia nunca reconheceu este filho para não magoar a sua mulher oficial, com quem teve dois filhos adoptados.»
Teresa Ribeiro: «Com 57% de votos, o nosso André foi eleito para um segundo mandato à frente da Junta de Freguesia de Campolide, em Lisboa. Nada mais justo. Nas duas ocasiões em que me lembrei de recorrer à junta, a primeira em busca de apoio à terceira idade e a segunda, mais recentemente, por causa do aumento das rendas, encontrei um serviço organizado cuja resposta excedeu as minhas melhores expectativas. É assim que se ganham votos. Os eleitores reconhecem quando se faz verdadeiro serviço público. Parabéns, senhor presidente.»
Eu: «Depois de década e meia em constante ebulição interna, o PSD parecia há três anos um partido pacificado. Esse clima de consenso generalizado em torno de Passos quebrou-se nestas autárquicas. Os desaires sofridos pelas distritais de Lisboa e do Porto afectam particularmente o presidente do partido, que terá de contar com sinais crescentes de insatisfação por parte de todos aqueles que nunca lhe foram afectos mas precisavam de um bom pretexto para acentuar o discurso crítico — primeiro através dos jornais, depois em discurso directo. Um nome vai destacar-se neste contexto: Rui Rio. Que, arriscando o mínimo, lucrou o máximo nas autárquicas. E, nada tendo a perder, tudo tem a ganhar a nível nacional.»
