
Patrícia Reis: «O país tem mais escritores por metro quadrado do que soluções para a crise. Disso todos sabemos. Há sempre um amigo, um tio, um primo, um antigo colega que tem “um livrinho”. Eu sou a pessoa mais burra do mundo, incapaz de rejeitar seja lá que livrinho, vou lendo, vou dizendo da minha justiça, sempre de forma correcta (acho!) e depois levo nas trombas. Ou seja, se ler um capítulo de um livro e apontar algumas questões pertinentes, recebo um email ofensivo e de um calibre que me desarma. Porquê? Por ser burra, claro.»
Teresa Ribeiro: «Os independentes verdadeiros e os verdadeiros dependentes vão a votos. Se o PSD perder por pouco, tirolilo, se o PS ganhar por pouco, tiroliloló. Juntaram-se os dois à esquina. Seguro disse, ai, ai, ai. Passos assegurou que etc. A redução da despesa, a redução da desp. Não haverá mais rotundas. O memorando murmurando talvez um segundo resgate, quer mais cortes. Cortes é nas pensões. Inevitável. Inevitável emigrar. O desemprego e os emigras, à pocura de migralhas.»
Eu: «Antes de te decidires, informa-te bem sobre quem figura em número dois nas listas. Nunca se sabe: podes votar num e sair-te outro.»
