DELITO há dez anos


Pedro Correia,

21523202_SMAuI.jpeg

 

JPT: «Em princípios da década o charmosista Julio Iglesias atacou o mercado americano anglófono, desembarcando em força. O velho elefante ripostou. Poderoso ainda, e tanto que já sem precisar de encomendar aquelas antigas “propostas irrecusáveis”, mas já no ocaso (pois isso manda a lei da vida), Sinatra decidiu marcar o território, a demonstrar que a “voz”, o “charme”, o “Papa” era ainda ele, e aquele o seu reino. E fez a sua demonstração de força, chamou o grande treinador Quincy Jones, um “special one”, convocou as figuras menores do panteão, assim reduzido a sua corte de figurantes. E fez isto, o seu último trabalho a solo, que mais explícito não podia ser.»

 

Luís Menezes Leitão: «Acho que constitui um autêntico recorde a quantidade de disparates que foram ditos por Fernando Seara nos cerca de três minutos que durou esta entrevista. A culminar na frase “tu pour moi viens de charrette“. Pode ter a certeza que os lisboetas lhe vão dizer isso em português vernáculo já no próximo dia 29 de Setembro.»

 

Teresa Ribeiro: «A riqueza não é uma qualidade, é uma fonte de stress.»

 

Eu: «A “montra” principal dos livros, na estante que ocupa mais espaço, é reservada aos que têm lombadas mais altas. Estão lá, entre vários outros (e da esquerda para a direita, seguindo sempre a ordem alfabética dos apelidos), O Jardim dos Finzi-Contini (Giorgio Bassani), Agosto (Rubem Fonseca), O Bom Soldado (Ford Madox Ford), O Meu Século (Günter Grass), A Porta no Chão (John Irving), Cisnes Selvagens (Jung Chang), Nas Nuvens (Walter Kirn), Mystic River (Dennis Lehane), O Meu Nome é Vermelho (Orhan Pamuk), A Marcha de Raderzky (Joseph Roth) e Na América (Susan Sontag).»

4 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. Já nem me lembrava desse meu postal. Aproveitei para actualizar as ligações ao youtube, que se haviam desactualizado. As canções do Sinatra justificam-no. E, já agora, que terá acontecido aos jovens Cassamá e Sambú que o famigerado empresário do Bruma e afins desviara para o Porto?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *