
André Couto: «Não vou cuspir no Tribunal Constitucional por discordar da interpretação da Lei de Limitação de Mandatos. Aqueles Juízes e Juízas têm dado provas de isenção nos seus acórdãos, não cedendo às inqualificáveis pressões a que têm sido sujeitos. A culpa é, antes, do legislador, neste caso especialmente ordinário, e dos políticos que se mantiveram passivos, aguardando pelo confortável desfecho que já todos conhecíamos.»
Joana Nave: «No topo das coisas que nos levam a não olhar ao perigo está certamente a comida. Uma barriga vazia sobrepõe-se a qualquer tipo de armadilha.»
José António Abreu: «Quando Passos Coelho, essa criatura acéfala, abordou o assunto ao chegar à liderança do PSD, foi crucificado não apenas por comunistas e bloquistas, para quem a iniciativa individual continua anátema e o Estado o paradigma da bondade e da eficiência, não apenas por socialistas, a quem, após anos de conluio com banqueiros, construtores civis e empresários dos sectores na moda, dava jeito uma viragem à esquerda, mas por vultos do seu próprio partido.»
Teresa Ribeiro: «Ontem no “magazine de actualidades” Só Visto, um programa da RTP, assisti a uma “reportagem” com Luís Esparteiro e família a fazer compras no supermercado Continente para o regresso às aulas. Enquanto ouvia a repórter perguntar à filha mais velha do actor qual era o material escolar que mais a empolgava na hora das compras, lembrei-me que os defensores do Estado mínimo já não discutem o fecho do segundo canal, mas a abertura de um terceiro.»
Eu: «Greene, London e Hemingway são dos romancistas mais representados na minha biblioteca. Tenho 23 livros do primeiro (incluindo os dois volumes da sua autobiografia, escritos em épocas diferentes), 20 do segundo (mais a célebre biografia que lhe dedicou Irving Stone) e 18 do terceiro (mais quatro biografias dele, muito desiguais, da autoria de Jeffrey Meyers, A. E. Hotchner, G. A. Astre e do seu irmão Leicester). Outros escritores de que muito gosto, como se confirma pelos títulos de que disponho, são George Orwell, com 13 livros contados até ao momento (acrescidos da biografia que dele escreveu Bernard Crick), e Rubem Fonseca, com 11.»
