DELITO há dez anos


Pedro Correia,

21523202_SMAuI.jpeg

 

Helena Sacadura Cabral: «A notícia não é a brincar. Mas parece. Não sei o que é pior, se o humor do juiz ou a bebedeira do motorista…»

 

José António Abreu: «Como sempre, o ponto fundamental é o nível (intensidade e qualidade) do escrutínio existente sobre os governantes. Reconheço que em Portugal ainda é fraco e alvo de enormes distorções. Muito fica por detectar, barbaridades passam por entre encolheres de ombros e factos menores geram histeria.»

 

Patrícia Reis: «É assim que começa o livro “Antiquários” do escritor argentino Pablo De Santis (Prémio Planeta – Casa de América 2007, Prémio da Academia Argentina de Letras 2008 com o livro anterior, “O Enigma de Paris”, já editado em Portugal pela mesma editora, Dom Quixote). Eu gosto de misturar leituras – acho que tenho esse defeito ou qualidade, partilho com o Pedro Correia:) – e não consigo ler apenas um livro, mas escolhi este por ter um começo que me agarrou de imediato e por estar relacionado com máquinas de escrever (uma pancada minha), jornalismo, misticismo, livros antigos e antiquários.»

 

Eu: «Na manhã da passada sexta-feira desloquei-me ao excelente edifício onde funciona a biblioteca municipal do Fundão, apropriadamente baptizada com o nome de Eugénio de Andrade (natural da Póvoa da Atalaia, uma das freguesias do concelho) para prosseguir a minha pesquisa de notícias relacionadas com familiares meus. Li o obituário – devidamente destacado – do meu tio-avô António, que foi durante quase meio século funcionário administrativo do Diário de Notícias: ao seu funeral, fiquei a saber, compareceram vários dos nomes mais destacados do corpo redactorial do jornal e até um membro da direcção. Li também o obituário do meu tio-avô José, que emigrou muito jovem para os Estados Unidos, tornando-se proprietário de um resturante em Brooklyn: quando vinha de férias a Portugal, era sempre uma festa para a família e nunca faltavam prendas originais para a garotada. Viajava sempre de barco. Mas, na última viagem, disse à mulher: “Desta vez vamos de avião.” Morreu pouco depois de chegar: de algum modo escolheu ficar para sempre no país de onde partira quase meio século antes.»

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *