
Adolfo Mesquita Nunes: «O PSD sofre neste momento as vicissitudes de ser, enquanto social-democrata, um partido a mais no sistema partidário. Esta originalidade portuguesa, de ter dois partidos sociais democratas a ocupar 70% do eleitorado, não poderia, nem poderá, durar muito tempo.»
André Couto: «Jerónimo de Sousa foi o grande derrotado da noite. O histórico partido que durante décadas deteve o monopólio da oposição e da luta à esquerda do PS viu-se ultrapassado por um pujante Bloco que promete com os anos reduzir o PCP a cinzas. Desta feita até para o desapoiado PCTP/MRPP de Garcia Pereira o PCP perdeu votos, temendo certamente o que este fará com os €173.000 que receberá de subvenção.»
João Carvalho: «Saiba o PS reaprender a prática democrática, para responder à oportunidade que lhe foi oferecida por quem exige que se corrija. Se o fizer, talvez o que agora parece possível venha a ser desejável.»
Jorge Assunção: «Sócrates perdeu a maioria e deverá necessitar do apoio do PSD ou do CDS/PP para governar. O BE deverá ter muito menos influência na decisão das questões fundamentais para o país do que aquela que Luís Fazenda assumiu quando fez a primeira declaração da noite.»
José Gomes André: «O reconhecimento desta vitória não deve fazer esquecer o óbvio: o PS foi penalizado pelos eleitores, perdeu 500 mil votos (o meu foi um deles), disse adeus à maioria absoluta e teve o seu pior resultado em legislativas desde 1991.»
Paulo Gorjão: «Não creio que Manuela Ferreira Leite tenha condições para continuar à frente do PSD por muito mais tempo. Estou seguro que a líder do PSD o sabe melhor do que ninguém. Resta-lhe fechar o ciclo eleitoral. Felizmente não faltam soluções ao PSD, oriundas dos mais diversos quadrantes. Altura, portanto, para começar a preparar um futuro que se espera melhor.»
Teresa Ribeiro: «Posso ser old fashioned, mas fez-me alguma confusão perceber, através de uma reportagem da TV, que na festa do PS, no Largo do Rato, se tocava Coldplay.»
Eu: «A arrogância no Governo custou meio milhão de votos – e o adeus à mais sólida maioria do PS de todos os tempos. A incompetência na oposição custou mais uma derrota eleitoral ao PSD – a quarta das últimas cinco eleições legislativas.»
