
André Couto: «Fazem parte de uma nova geração e não querem deixar tudo na mesma. Embora não sejam bloggers experientes, espero que se consigam adaptar a este mundo e que o seu projecto venha a ser uma referência.»
José António Abreu: «Ibsen autorizara a colocação de um piano no apartamento mas detestava música, considerando-a uma distracção. Apenas a nora tinha autorização para usar o piano de forma regular. Até mesmo o compositor Edvard Grieg, que criou a música para Peer Gynt, tê-lo-á utilizado somente uma vez. Também há uma pequena biblioteca no apartamento mas, pelo menos nesta fase da vida, Ibsen não gostava de ler. Defendia que o realismo que buscava era encontrado observando as pessoas, não através da leitura. Era Suzannah quem lia. À noite, lia em voz alta para ele ouvir.»
JPT: Não será um caso único mas isto de vir(mos) dos Olivais deixou uma rede qualquer, nem de perto uma “irmandade” mas decerto que uma atenção particular. Assim como se, noutro tipo de sociedades, tivéssemos sido iniciados conjuntamente. Quando algum “olivalense” bota algo a gente vai ver.»
Teresa Ribeiro: «A do rés-do-chão, quando é vista na rua com o marido, parece uma matraca, não se cala. Os dois na casa dos 60, com dois filhos que já passaram dos 30, devem falar-se todos os dias há pelo menos 40 anos. É impossível que aquela mulher não lhe tenha repetido milhares de histórias e de opiniões pontuadas por tiques de linguagem, sempre tão abrasivos quando a conversa se esvai. Mas ele ouve-a com gosto. Nota-se pela forma como inclina a cabeça com o rosto distendido e lhe responde. Se um dia ela lhe faltar vai sentir-se a boiar numa cabine insonora e provavelmente sofrer de enxaquecas.»
Eu: «Nunca prometas o que és incapaz de cumprir.»
