DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Cláudia Vicente: «Para esta semana venho recomendar-vos um blogue de Jorge Lopes de Carvalho, o Manual de Maus Costumes. Como muitos outros autores da lusoblogolândia já teve (e tem) outras empreitadas, mas nada como começar pelo compêndio do dia, certo? Boas leituras!»

 

João André: «As dificuldades ao nível da contratação dos doutorados não é financeira por si. Muitos estariam plenamente satisfeitos em receber os salários do grau abaixo, desde que isso significasse ter algum tipo de trabalho. O problema está entes no facto de as empresas em si não verem qualquer vantagem em ter alguém com doutoramento nos seus quadros. Os doutorados continuam a ser vistos como os tipos de bata branca e óculos que se sentam em bancadas de laboratório o dia inteiro e desenvolvem protectores solares quando lá fora está a chover.»

 

JPT: «Se o “bushismo” alastou na blogo-ala liberal (ainda que Bush não tivesse sido um liberal) o “obamismo” foi um devaneio socialista-bloquista constante. Agora o silêncio. Estou certo que se Obama não fosse mulato, apenas um branco, os blogo-bramidos ouvir-se-iam. É o racismo, “positivo”, se quiserem, mas racista. Mas não só. É mesmo o poço ideológico.»

 

Luís Menezes Leitão: «A irresponsabilidade da Comissão Europeia ameaça virar-se contra si própria. Efectivamente uma das propostas eleitorais de Marine Le Pen é a saída da França do euro. Como o euro não subsistirá sem a França, se a Frente Nacional alguma vez ganhar as eleições, é certo e seguro que o euro acaba e com ele a União Europeia. E Durão Barroso será o principal responsável por este descalabro.»

 

Patrícia Reis: «Sempre pintei ao som do fado. Não por causa da música, mas pelos poemas, palavras que se casam com um sabedoria até aí desconhecida. Prefiro os homens no fado; gosto de tentar igualar a fraqueza da minha voz com a voz deles. Os homens que cantam o fado em Portugal encenam-se menos que as mulheres, preservam uma certa ingenuidade. As mulheres seguem as pisadas de Amália Rodrigues e, afinal, é por ela que aqui estou. Quarto 113 do Ritz de Lisboa.»

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