
Gui Abreu de Lima: «Na rua, o alcatrão também reage à lua do clima, e mantendo o seu quinhão de força a meio metro do chão, ei-lo a pairar na atmosfera – bruto e único. Tão só que é o odor do alcatrão. Que beleza têm as coisas sós. Com esta humidade súbita e o calor em grau, Lisboa cheira a todas as plantas que tem. Está tropical a noite e o ar pesado dos aromas em mistura. Não há erva que não emane fragrância. Até as que nunca cheiram a nada se resolvem. De Monsanto, a aragem é de madeira seca e folhas ressequidas. Quase se ouve estalar. Há-de ter sede a floresta, por isso transpira. Das árvores que cá sabemos, de populares aromáticas, nem falar. Atabafam-nos. A sua essência mais pura finda em perfume barato. Que noite quente, que Agosto meloso.»
José António Abreu: «A Ponte da Arrábida faz hoje 50 anos.»
Patrícia Reis: «Programar um evento cultural pode ser divertido ou um tormento. No caso da conferência do Tempo, no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva – é sempre uma diversão. Laborinho Lúcio fez uma conferência inaugural brilhante, os debates correram bem, a SIC Notícias esteve em directo, até mesmo o programa Expresso da Meia-Noite, tivemos cinema (ainda decorrem filmes a esta hora!) e discoteca (que continua em crescendo e sempre um bom pretexto para ver os amigos). Defeitos? Nada. Apenas um cansaço súbito e uma dor nos pés.»
Eu: «O telemóvel a tocar com insistência.»

Que noite quente, que Agosto meloso.
Estão escreveu em junho como se fosse em agosto?