DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Adolfo Mesquita Nunes: «A minha relação com a blogosfera começou em 2002, com a Coluna Infame. E foi nesse blogue que pensei assim que soube ter-me de novo calhado em sorte escolher o blogue da semana. Numa fase em que tenho tido poucas oportunidades de ler novos blogues, daqueles que mereçam aqui ser destacados quase com sentido proclamátório, dou por mim a regressar ao tempo em que a blogosfera me surgiu. Há 10 anos, mais coisa menos coisa. Comecei por ler, só ler, e acabei a escrever. Comecei por ler, só ler, e acabei a fazer amigos. Comecei por ler, só ler, e acabei aqui, por exemplo, no Delito. Não sei, nem me interessa, como seria a minha vida se a blogosfera me não tivesse despertado, se ela não tivesse tido essa vocação inaugural que me fez chegar aqui. Mas sei reconhecer a sua importância, enorme, no meu percurso.»

 

José António Abreu: «Os professores (ou, para ser mais preciso, os sindicatos dos professores) jogaram forte, ao escolher a data da greve. Mas talvez não tenham avaliado bem (ironias…) a firmeza do governo e as consequências deste não ceder. A perturbação de Mário Nogueira, na sexta-feira à tarde, ao sair da reunião no Ministério da Educação, mostra como os sindicatos estão conscientes de que, amanhã, e ainda que a greve tenha adesão elevada, poderão ter jogado a cartada mais forte sem outros resultados práticos que não alienar parte da opinião pública. O que farão a seguir? Boicotar outros exames? Nuno Crato e o governo parecem ter entendido que não podiam ceder. Ficaria tudo em causa: as reformas na Educação e em todos os outros sectores. Até onde estão os professores dispostos a ir?»

 

José Gomes André: «Tremo de medo ao pensar que este homem [António José Seguro] será provavelmente o próximo primeiro-ministro de Portugal.»

 

Patrícia Reis: «Vão ser 24 horas que começam com Laborinho Lúcio, mais debates, filmes, dança, comes e bebes, workshops e mais não sei o quê! Partilhem, por favor, divulguem e apareçam, é cultura e é nossa e de borla. É preciso dizer mais? É para todas as idades e para todos os gostos, façam o favor de divulgar.»

 

Teresa Ribeiro: «Em Portugal a política faz-se em função dos partidos e não em função do país. Por isso não se governa com ambição, gere-se a vidinha, faz-se o que se pode. Pactos de regime? E depois como fariam oposição os partidos da oposição? E qual seria o discurso dos sindicatos?»

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