
Ana Vidal: «Apesar de sermos um país de marretas, temo muito que uma pré-campanha que começa à marretada não vá acabar bem. Se António Costa não se acautela, ainda corre o risco de ser confundido com um membro do gang das picaretas…»
João Carvalho: «A SIC anda a promover o programa que vai emitir a partir da tardinha de domingo. É normal. Porém, fecha o anúncio a dizer: “na noite em que escolhemos o primeiro-ministro de Portugal”. É muito grave? Não é, certamente, mas pode ser mentira e, sobretudo, manifesta pouco respeito pelo autêntico objectivo de um acto eleitoral que faz parte da essência do nosso próprio regime. Da parte de um meio supostamente especializado em comunicação, então já começa a ser grave, pela falta total de rigor.»
Sérgio de Almeida Correia: «Com os cadernos eleitorais que ainda temos, cheios de mortos, ausentes e desaparecidos (um milhão ao que me dizem), é natural que a fiabilidade [das sondagens] seja má. E se à indecisão ali referida se aliar a volatilidade, que permite a um mesmo eleitor a 72 horas do sufrágio não saber se vai votar em Paulo Portas ou Francisco Louçã, a única certeza adquirida é a de que no domingo, 27 de Setembro, teremos de ir todos às urnas se não nos quisermos arrepender. Com escutas ou sem elas.»
Eu: «O PS vencerá, longe da maioria absoluta.»

Excelente texto do João Carvalho. As eleições legislativas destinam-se a escolher deputados, não a escolher um primeiro-ministro. É pena que só em 2015 se tenha finalmente percebido isso.